Portugal tem vindo a resistir à introdução de castas estrangeiras, fator que vai ajudando a construir uma identidade forte e única no Mundo. Orgulhamo-nos das nossas castas autóctones, e de sermos o país onde pode encontrar a Touriga Nacional, o Antão Vaz ou o Loureiro!
São cerca de 250 castas autóctones que têm vindo a conquistar o consumidor. E se alguma delas já se tornaram familiares para o consumidor em geral, outras há que são ainda ilustres desconhecidas.
Algumas delas estiveram mesmo em desuso, e foram recuperadas por um pequeno número de produtores. A Callum, por exemplo, é um ex-libris do distrito de Castelo Branco há muitos séculos. Para ser salva da extinção, foram plantados 92 clones na Herdade do Lousial. O resultado foi um vinho de notável acidez, estrutura marcante, textura cremosa e pelo delicado aroma retronasal.
Já a casta Batoca é a menina dos olhos do produtor Santa Cristina, sendo mesmo o único produtor de um vinho monocasta desta variedade. Límpido, de aroma intensamente frutado com notas de fruto de árvore como maçã, pera e algum citrino. Na boca revela-se suave e equilibrado, com uma frescura bem vincada e refrescante.
Espreite ainda o Casa Velha Samarrinho, casta que “renasceu” apenas em 2013. Brilhante e de cor citrina. Aroma de forte intensidade, com destaque para as notas vegetais, tropicais e fruta de caroço. Na boca apresenta-se fresco, vibrante, volumoso e com boa persistência.
Espreite as nossas sugestões de hoje e tenha uma experiência única, de um vinho verdadeiramente exclusivo.