Blanc de Noir é uma expressão francesa usada para descrever vinhos brancos elaborados a partir de uvas tintas, resultado possível já que a polpa das uvas tintas, com poucas exceções, é de facto incolor e desde que o contacto entre o mosto e a pele seja mínimo, o resultado obtido é de facto um vinho branco.
Na boca, esse estilo de vinho tende a ser mais encorpado, denso e pesado e frequentemente exibe características de frutos vermelhos, nota característica dos vinhos tintos.
Os Blanc de Noir nasceram em Champagne, e é de facto em espumantes que pensamos quando ouvimos este termo. Mas hoje em dia inúmeros produtores a fazer brancos tranquilos recorrendo a este método, apesar dos desafios inerentes a este estilo de produção.
O mais icónico de todos eles é o alentejano Invisivel da Ervideira. Utilizando o potencial aromático do Aragonêz, nasceu este vinho branco, pleno de aromas de chá Grey, hortelã, casca de lima e salva. Na boca surge fresco, com uma boa acidez e uma estrutura final muito elegante. 17 pontos na Revista Vinho Grandes Escolhas.
Mais a norte, no Douro, podemos encontrar o Quinta Nova Blanc de Noir Reserva. Feito com a tradicional Tinta Roriz da qual se extraiu todos os componentes que tornam este vinho único e sublime. Delicados aromas cítricos combinados com fruta branca de caroço suportam o seu aroma complexo, vibrante e enigmático. Com uma notável firmeza concedida pela origem em uvas tintas, este é um vinho de corpo compacto, fresco e tenso, interminável e com muita precisão, tal como devem ser os grandes vinhos. Escolha da Imprensa 2024, 90 pontos Wine Enthusiast, 93 pontos James Suckling (67º lugar no Top 100 Vinhos Portugueses)...
Deixamos-lhe hoje várias sugestões de vinhos brancos portugueses elaborados com uvas tintas. Fique a conhecer e entre também no maravilhoso mundo dos Blanc de Noir.