Diversidade é a palavra de ordem quando se pensa nos vinhos de Lisboa. 9 denominações de origem, que diferem em solos, castas, tipos e estilos de vinho produzido– tudo é diverso e heterogéneo na região de Lisboa. A Lourinhã por exemplo é famosa pelas aguardentes, Carcavelos pelo vinho generoso e Bucelas apenas produz vinho branco.
A influência Atlântica é um denominador comum e ameniza as temperaturas de verão através das brisas marítimas e das frequentes neblinas matinais, originando vinhos de uma frescura invejável.
Falando nos vinhos brancos, estes representam apenas 20% da produção de vinhos de Lisboa, mas, na nossa opinião, são um ex-libris da região! São permitidas mais de 50 castas brancas, entre as quais nacionais e internacionais, sendo as principais o Fernão Pires, representando cerca de 50% da plantação, e o Arinto com 25%.
Fernão Pires é uma casta com grande presença aromática, fazendo dela uma escolha acertada para os vinhos fáceis e apelativos da gama de entrada. A nossa sugestão vai para o Pinta Negra da Adega Mãe, Palha-Canas ou o Alfacinha. Descomplicados, diretos, e muito bem-feitos.
Arinto é uma das grandes uvas nacionais com o seu potencial máximo em Bucelas, onde existe a maior variabilidade genética, indicando que esta zona tenha sido a origem da casta. Não deixe de provar o Morgado de Bucelas ou o original Lés-a-Lés de Pedra e Cal. Dois belíssimos exemplares do Arinto da região.
Não podíamos terminar sem falar da Malvasia de Colares, uma casta que desenvolve aromas de fermento, champignon, brioche, flor de laranjeira e fica assim durante anos. Salinidade e mineralidade são outras características da casta. Distinta e apaixonante.
Espreite as nossas sugestões de hoje e deixe-se seduzir pelos brancos de Lisboa.