A produção de vinho no Dão é milenar, e ao contrário de uma grande maioria das regiões portuguesas, aqui os brancos (e principalmente o Encruzado) são os maiores representantes da região, deixando para segundo plano os tintos.
Mas os tintos do Dão são “obrigatórios” para os apreciadores de vinhos elegantes e subtis, não fosse a região conhecida como a “Borgonha de Portugal”
Resistiu à tendência das castas internacionais, e a maioria dos produtores apostou na preservação das castas autóctones da região, como o Alfrocheiro, Jaen, Touriga Nacional ou Tinta Roriz.
Para além destas quatro principais castas tintas, o património vitivinícola do Dão é bastante grande. A Baga tem uma presença relevante, assim como o Rufete (ou Tinta Pinheira). Alvarelhão, Bastardo, Tinto Cão, Trincadeira Preta (Tinta Amarela), Marufo (Mourisco), Malvasia Preta (Moreto), Cornifesto e muitas outras encontram-se nas vinhas velhas a salvaguardar o património vitivinícola da região.
Juntando estas castas, ao clima e aos solos, o Dão é, sem dúvida nenhuma, uma região que nasceu para o vinho, onde são produzidos tintos com frescura, riqueza aromática e notável equilíbrio.
Não perca as nossas sugestões de hoje, e aproveite ainda os descontos de Agosto em vinhos como Catedral Reserva, Meia Serra Jaen ou Rosa da Mata Alfrocheiro.