Há um território português que é riquíssimo em vinhas velhas, quase sempre em altitude. Uma região ainda muito pouco conhecida, mas que merece toda a nossa atenção. Falamos claro de Trás-os-Montes.
Trás-os-Montes é um pequeno território vitivinícola bem determinado no nordeste do nosso país, que faz fronteira com Espanha e com a Região Demarcada do Douro. Lugar remoto e apaixonante, onde a natureza felizmente ainda impera e a tradição vitivinícola é muito antiga. Contudo, apesar deste legado, a demarcação de Trás-os-Montes como DO de vinhos é recente.
A região produz maioritariamente vinhos tintos, sendo os brancos apenas 1/3 de todo o vinho produzido. Vamos focar-nos hoje por isso nos tintos! As principais castas usadas para a sua produção, são, a Tinta-Amarela, Bastardo, Touriga-Nacional e Tinta-Roriz.
São vinhos bem-feitos, regra-geral encorpados, e de perfil intenso, mas com um perfil rústico que lhes confere uma personalidade muito especial. Há quem lhes atribua a crítica de serem muito similares aos vizinhos durienses, mas para nós isso não é um defeito, mas sim uma virtude.
Deixamos como sugestão os expressivos monocastas de Tinta Amarela: Mont´alegre, Valle Madruga e Valle de Passos. Esta casta, bem típica da região, tem muita vida e um vigor que deve ser compreendido e moldado. Vindimada no tempo certo, vemos os seus traços transportados para o vinho: suavidade, juventude e teimosia. Um vinho marcante pela sua elegância e persistência.
Com condições excecionais para a produção de vinhos, Trás-os-Montes tem tudo para vir a ser uma estrela entre os vinhos portugueses, vamos por isso falar sobre eles e dar-lhe a notoriedade que já merecem.