Doces e encorpados. Bem que podíamos estar a descrever um vinho do Porto, mas não, falamos dos Colheita tardia.
Como o próprio nome indica estes vinhos são feitos com uvas colhidas mais tarde, entrando em processo de desidratação, concentrando o açúcar e modificando os aromas.
Existem várias técnicas que permitem promover a desidratação dos bagos. A mais simples é deixar as uvas secarem na vinha, outra forma é colher as uvas mais cedo e deixar secar ao sol, podem ainda ser deixadas na vinha até congelarem, ou podem ser afetadas pelo fungo Botrytis cinerea, chamada “podridão nobre”, um dos fenómenos mais espantosos do mundo dos vinhos.
Em Portugal a maioria dos produtores opta por produzir colheitas tardias com uvas apanhadas mais tarde e as castas mais usadas são o Sémillon, Arinto, Fernão Pires e Encruzado.
O teor de açúcar dos Colheita Tardia em Portugal varia entre 80 e 160 g/l aproximadamente. Assim, a acidez assume um papel crucial para assegurar o equilíbrio.
Perfeitos para sobremesas mais leves, como as de frutas ou natas, queijos como Roquefort ou queijo de cabra curado.
Se ainda não se aventurou, embarque então conosco neste maravilhoso mundo das colheitas tardias.