Temos andado a percorrer as várias regiões vitivinícolas e a dar destaque às muitas novidades que o início do ano nos trouxe. Chegámos ao centro do país e retomamos amanhã com foco em regiões como o Tejo e o Alentejo, onde muitos projetos novos merecem a sua atenção.
Há projetos transversais a todas as regiões que merecem destaque, sendo o Nat Cool provavelmente o mais relevante, quer porque nasceu na cabeça de Dirk Niepoort, um dos impulsionadores dos vinhos DOC Douro, quer porque os vinhos são construídos com base nas tendências atuais do mercado, assentes no princípio do menos é mais.
Dirk Niepoort é o impulsionador do movimento Nat'Cool, uma ode à vida e a um espírito dionisíaco de celebração, de comunidade e de partilha. É um projeto que une vários produtores com um objetivo: criar vinhos leves e fáceis de beber.
Por vinhos leves e fáceis de beber entendemos vinhos com menor teor alcoólico, onde outros elementos, como o aroma, a sensação de boca, a limpidez e a cor do vinho, são privilegiados. Exemplos disso são o tinto “Drink Me”, produzido na Bairrada, e o branco “Drink Me”, proveniente da região dos Vinhos Verdes. Estes vinhos não têm a pretensão de serem os melhores do mundo, mas são aqueles que se pode beber vezes sem conta, porque proporcionam um prazer de consumo sem constrangimentos.
As regras por detrás deste movimento baseiam-se no compromisso de que não há regras na construção de um vinho. Outros compromissos são menos álcool, menos extrações, vinhos autênticos e orgânicos com uma atitude cool, engarrafados em garrafas de 1 litro e chegar ao mercado a um preço acessível.
Ao longo dos anos, mais produtores se juntaram a Dirk neste movimento, como Márcio Lopes (Pequenos Rebentos no Vinho Verde), Luis Mota Capitão (Herdade do Cebolal em Setúbal) e Luís Seabra (Pormenor no Douro).
De Norte a Sul do país vai encontrar o seu vinho Nat Cool, todos diferentes em estilos mas todos com o mesmo princípio, um vinho Nat Cool que segue todas as regras do Nat Cool.