A Sul do rio Tejo e encostado ao oceano atlântico temos a região de Setúbal, desde sempre conotada aos famosos vinhos fortificados moscateis e à casta tinta Castelão.
É uma região dominada por quatro grandes operadores, a José Maria da Fonseca, a Bacalhôa, a Casa Ermelinda Freitas e a adega de Pegões.
Se outras regiões são as mais famosas de Portugal, esta é talvez a que mais vinhos de consumo de dia a dia se vende, pela conjugação de dois fatores decisivos, a relação qualidade preço.
De salientar alguns lançamentos nestes produtores, os Adega de Pegões Grande Reservas, a histórica marca João Pires agora em versão espumante, rosé e moscatel 10 anos, sempre tendo como base a casta que define esta marca e a região, a Moscatel de Setúbal. Já na Bacalhôa o destaque vai para o lançamento dos topo de gama Berardo Reserva Familiar e o Quinta da Bacalhôa Centenárium e na gama de entrada os Santa Sara.
A região é no entanto mais do que estes quatro operadores e alguns projetos com tradição no mercado optam pela diferenciação e pela criação de vinhos de quinta, como por exemplo os dois novos produtores em loja, o Monte da Carochinha e a Herdade do Perú.
Outros projetos partem da tradição da região, as vinhas velhas de Castelão e lançam vinhos onde esta casta, que se tornou famosa com o vinho Periquita, mostra todo o seu potencial em garrafa, seja para beber já, seja para esperar por alguma evolução em garrafa. É o caso do projeto Trois, que junta a nova geração de produtores de referencia, Quinta do Piloto, Casa Horácio Simões e Quinta Brejinho da Costa.
Terminamos as novidades com o lançamento da marca Terras do Sado da Sociedade Vinícola de Palmela, vinhos de perfil moderno a preços bastante apetecíveis para o consumo diário.
A região de Setúbal insere-se em vários micro climas que permitem a produção de vinhos bastante diferentes, e se para alguns parecem Lisboa e para outros Alentejo, na realidade Setúbal tem um caráter muito próprio e vincado e provavelmente será Lisboa ou Alentejo a por vezes parecerem Setúbal.