Apesar da sua recente demarcação (1979), a Bairrada é uma região de enorme tradição na produção de vinho. Os vinhos ali produzidos são cheios de caráter e uma personalidade tão vincada que torna relativamente “fácil” a quem conhece região identificar os seus vinhos em prova cega.
Mas há uma categoria de vinhos muito especial na Bairrada, são eles os “clássicos”, que nasceram em resposta a um aumento da procura por vinhos com maior identidade, vinhos de Quinta, produções menores, mas muito mais exigentes.
Para conseguir a designação de “Clássico” o vinho tem de seguir uma série de regras, que fazem deles um grupo muito restrito de vinhos. Vamos então a perceber como um vinho pode ter esta designação e porquê não encontramos muitos exemplares?
Os tintos devem-se cingir às castas Baga, Camarate, Castelão (Periquita) e Touriga Nacional. Relativamente ao tempo de estágio, os clássicos só podem ser comercializados após um estágio mínimo de 30 meses, 12 dos quais obrigatoriamente em garrafa. As uvas devem ser provenientes de vinhas com rendimento não superior a 55 hectolitros por hectare, e o teor alcoólico mínimo é de 12,5%.
Já os brancos estão autorizados ao uso de Maria Gomes (Fernão Pires), Bical, Cercial, Arinto e Rabo-de-Ovelha. O teor alcoólico mínimo é de 12,% e a produção máxima por hectare semelhante aos tintos. No que ao estágio diz respeito, o tempo mínimo é de 12 meses, seis dos quais em garrafa.
Uma afirmação que qualidade e exclusividade. Vamos conhecer?